O que Deus uniu o homem não separa: o sentido de Mateus 19:6 no grego

Mateus 19:6 diz, na ARA, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Veja o sentido de syzeugnymi e chōrizō no grego, o debate entre Hillel e Shamai, a exceção de Mateus 19:9 em nove traduções e as leituras católica, protestante e ortodoxa.

"O que Deus uniu o homem não separa" é a forma popular de Mateus 19:6, que na Almeida Revista e Atualizada diz: "o que Deus ajuntou não o separe o homem". No grego, o verbo traduzido por "ajuntou" é syzeugnymi, que no sentido literal quer dizer prender ao mesmo jugo [1]. Jesus disse a frase ao responder a uma pergunta de fariseus sobre divórcio, e respondeu citando o Gênesis.

No levantamento de buscas que fizemos para este blog em setembro de 2026, a frase aparece com 8.000 pesquisas por mês em português. Na forma buscada, ela vem com duas palavras trocadas em relação à ARA: "uniu" no lugar de "ajuntou" e "separa" no lugar de "separe".

Um aviso antes de começar. Muita gente chega a este versículo vinda de um divórcio ou de um casamento difícil. Este estudo explica o texto e o contexto em que ele foi dito. Ele não diz o que você deve fazer, e onde as igrejas leem de formas diferentes, as leituras aparecem lado a lado, com fonte.

Em Mateus 19:6, Jesus responde a uma pergunta sobre divórcio voltando ao começo do Gênesis. O texto traz uma ordem ("não o separe"). O ditado popular transformou a ordem em afirmação ("não separa").

Neste estudo, com os versículos e as fontes na mesa, você vai ver:

  • o texto exato de Mateus 19:6 e de onde vem a versão popular;
  • o que os dois verbos gregos da frase significam nos léxicos;
  • a pergunta dos fariseus e o debate judaico que estava por trás dela;
  • a exceção de Mateus 19:9 e como nove traduções vertem a mesma palavra;
  • como católicos, protestantes e ortodoxos leem essa exceção;
  • o fio que liga o Gênesis, Malaquias e a carta aos Efésios.

Onde está na Bíblia "o que Deus uniu o homem não separa"?

A frase "o que Deus uniu o homem não separa" está em Mateus 19:6 e se repete em Marcos 10:9. Na ARA, o versículo de Mateus é este:

"De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Mateus 19:6, ARA)

Marcos registra a mesma fala com uma palavra a menos: "Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem" (Marcos 10:9, ARA).

Nenhuma das duas passagens traz a frase do jeito que ela circula. Conferimos o versículo em sete traduções do acervo:

TraduçãoMateus 19:6
Almeida Revista e Atualizada (ARA)"o que Deus ajuntou não o separe o homem"
Almeida Corrigida Fiel (ACF)"o que Deus ajuntou não o separe o homem"
King James Fiel 1611"o que Deus ajuntou, nenhum homem o separe"
Almeida Século 21"o que Deus uniu o homem não separe"
Nova Versão Internacional (NVI)"o que Deus uniu, ninguém separe"
Nova Almeida Atualizada (NAA)"que ninguém separe o que Deus ajuntou"
Ave Maria"não separe o homem o que Deus uniu"

A tabela mostra onde estão as palavras do ditado. "Uniu" aparece na Almeida Século 21, na NVI e na Ave Maria. "Ninguém", outra variante comum, aparece na NVI e na NAA. A versão popular é quase a da Almeida Século 21, com uma letra de diferença.

Repara no detalhe. Nas sete traduções o verbo é "separe", um pedido ou uma ordem. No ditado ele virou "separa", uma constatação. O versículo dá uma ordem. O ditado descreve um fato.

O que significam "ajuntou" e "separe" no grego de Mateus 19:6?

No grego de Mateus 19:6, "ajuntou" traduz syzeugnymi e "separe" traduz chōrizō. São dois verbos de imagem concreta: um fala de jugo, o outro fala de espaço.

Palavra gregaNa ARASentido no léxicoOnde aparece
syzeugnymi (Strong G4801)"ajuntou"Prender ao mesmo jugo; unir, em especial pelo laço do casamento [1]Só em Mateus 19:6 e Marcos 10:9, pela lista do léxico [1]
chōrizō (Strong G5563)"separe"Separar, dividir, apartar; afastar-se, ir embora [2]13 vezes na contagem do léxico, feita sobre a King James, entre elas 1 Coríntios 7:10, 11 e 15 [2]

Syzeugnymi: debaixo do mesmo jugo

O verbo syzeugnymi é formado por syn, "com", e pela base de zeugos, "par" ou "jugo" [1]. O léxico de Thayer dá como sentido literal atrelar animais, como cavalos, a um só jugo, e como sentido figurado unir, sobretudo pelo vínculo do casamento [1].

O léxico lista só duas ocorrências da palavra no Novo Testamento, e as duas são esta mesma frase de Jesus, em Mateus e em Marcos [1]. A imagem que o léxico sustenta é a de dois que passam a puxar juntos.

Chōrizō: abrir espaço entre dois

O verbo chōrizō vem de chōra, "região" ou "terra", e o dicionário de Strong o define como pôr espaço entre duas coisas [2]. Thayer registra que a palavra também se usa para deixar marido ou mulher, e cita 1 Coríntios 7 [2]. Paulo usa o mesmo verbo ali:

"Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher." (1 Coríntios 7:10 e 11, ARA)

O léxico entrega a imagem das palavras: um jugo e um espaço aberto. O que cada tradição cristã conclui a partir daí já é interpretação, e ela aparece mais adiante.

Por que Jesus disse "o que Deus ajuntou não o separe o homem"?

Jesus disse "o que Deus ajuntou não o separe o homem" em resposta a uma pergunta de fariseus sobre os motivos aceitáveis para o divórcio. Mateus registra a pergunta assim:

"Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?" (Mateus 19:3, ARA)

A pergunta tinha endereço. A Lei de Moisés previa a carta de divórcio, e a discussão girava em torno de duas palavras de Deuteronômio:

"Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa;" (Deuteronômio 24:1, ARA)

O que conta como "coisa indecente"? A Mishná guarda três respostas no tratado Gittin 9:10, todas apoiadas em Deuteronômio 24:1. A Posen Library, que publica o texto, data a passagem entre 70 e 220 d.C., ou seja, o registro escrito é posterior a Jesus [3]:

QuemQuando o marido podia dar a carta de divórcio
Escola de ShamaiSó se "a tiver achado culpada de alguma conduta indecorosa" [3]
Escola de Hillel"Mesmo que ela tenha apenas queimado a comida dele" [3]
Rabi Akiva"Mesmo que ele encontre outra mulher mais bonita do que ela" [3]

Hillel e Shamai foram sábios do último século antes de Cristo e do começo do século 1, e as escolas que levam seus nomes discordavam em muitos pontos. A de Shamai costumava ser a mais rígida, a de Hillel a mais flexível [4]. Alguns estudiosos leem a resposta de Jesus em Mateus como próxima da posição de Shamai [5]. Mateus não cita nenhuma das duas escolas, e essa aproximação continua sendo leitura de estudiosos.

A conversa era entre judeus, sobre como viver a Lei, como mostramos no estudo Jesus era judeu?.

Jesus responde com o Gênesis

Na resposta, Jesus deixa Deuteronômio para depois e começa pela criação. Ele junta dois textos, Gênesis 1:27 e Gênesis 2:24:

"Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Mateus 19:4 e 5, ARA)

Os fariseus insistem, e a troca de verbos entre a pergunta e a resposta diz muito:

"Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio." (Mateus 19:7 e 8, ARA)

Eles dizem "mandou". Jesus responde "permitiu".

O que é a exceção de Mateus 19:9?

A exceção de Mateus 19:9 é a ressalva que Jesus faz logo depois da frase sobre o que Deus ajuntou:

"Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]." (Mateus 19:9, ARA)

Uma ressalva parecida aparece em Mateus 5:32. Os textos paralelos de Marcos 10:11 e Lucas 16:18 trazem proibição semelhante, sem exceção nenhuma [5].

"Relações sexuais ilícitas" traduz o grego porneia. O dicionário de Strong define a palavra como prostituição, incluindo adultério e incesto. Thayer a descreve como relação sexual ilícita em geral, registra que a palavra também é usada para adultério e observa que, em outras passagens, ela aparece separada da palavra grega para adultério [6]. Pela contagem do léxico, feita sobre a King James, o termo aparece 26 vezes no Novo Testamento [6].

Veja como nove traduções do acervo resolveram:

TraduçãoMateus 19:9
Almeida Revista e Atualizada (ARA)"não sendo por causa de relações sexuais ilícitas"
Almeida Corrigida Fiel (ACF)"não sendo por causa de fornicação"
King James Fiel 1611"a não ser por causa de fornicação"
Almeida Revista e Corrigida (ARC)"não sendo por causa de prostituição"
Almeida Século 21"a não ser por causa de infidelidade"
Nova Versão Internacional (NVI)"exceto por imoralidade sexual"
Bíblia de Jerusalém"exceto por motivo de 'fornicação'"
Tradução da CNBB"fora o caso de união ilícita"
Ave Maria"exceto no caso de matrimônio falso"

De "infidelidade" a "matrimônio falso", a distância é grande. A nota da tradução da CNBB a Mateus 5:32 admite a dificuldade: "não está claro a que se refere esta expressão".

Como católicos, protestantes e ortodoxos leem a exceção

Leitura católica. O Catecismo da Igreja Católica cita Mateus 19:6 e afirma que a união matrimonial do homem e da mulher é indissolúvel [7]. A doutrina católica admite a separação dos cônjuges, mas não reconhece motivo válido para o divórcio [5]. A Bíblia Ave Maria, no verbete "Divórcio" do seu Índice Doutrinal, apresenta duas explicações para a exceção. Na primeira, que ela atribui a São Jerônimo, porneia é infidelidade, e Jesus teria admitido o repúdio sem autorizar novo casamento. Na segunda, porneia é união ilícita, "matrimônio falso ou nulo", e a exceção trataria de casamentos que nunca foram válidos. Daí a escolha da Ave Maria na tabela.

Leitura protestante. As igrejas protestantes tradicionalmente leem porneia como adultério. A interpretação foi proposta por Erasmo e recebeu o apoio de Lutero e Calvino [5]. A Confissão de Fé de Westminster, redigida em 1646 e influente nas igrejas presbiterianas [8], diz que, em caso de adultério depois do casamento, é lícito à parte inocente pedir o divórcio "e, depois do divórcio, casar com outra pessoa, como se a parte ofensora estivesse morta" [9]. A seção seguinte da mesma Confissão aceita duas causas para dissolver o casamento: o adultério e o abandono voluntário que nem a igreja nem a autoridade civil consigam remediar [9].

Leitura ortodoxa. A Igreja Ortodoxa também entende que o versículo permite o divórcio por adultério, e por outros motivos, como maus-tratos ao cônjuge, abandono e apostasia [5]. Na prática ortodoxa, as igrejas admitem um novo casamento, de caráter penitencial, até duas vezes depois de um divórcio [5].

Veja bem: as três leituras tentam explicar a mesma palavra grega, e o léxico sozinho não decide entre elas. Por enquanto, é isso que dá para afirmar.

Como os discípulos reagiram à frase de Jesus?

Os discípulos reagiram à frase de Jesus dizendo que, sendo assim, não convém casar. A resposta sobre o casamento soou dura já para quem a ouviu pela primeira vez:

"Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar." (Mateus 19:10, ARA)

Jesus responde que nem todos conseguem receber essa palavra:

"Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado." (Mateus 19:11, ARA)

O fio condutor: da primeira união ao mistério de Efésios

A frase de Mateus 19:6 se apoia em um versículo do segundo capítulo da Bíblia, e esse versículo volta mais duas vezes até o fim do Novo Testamento. É o que chamamos no Fio da Rabiola de fio condutor: a linha que atravessa os dois Testamentos. Ela começa aqui:

"Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." (Gênesis 2:24, ARA)

O profeta Malaquias trata o casamento como aliança e põe Deus como testemunha dela:

"E perguntais: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança." (Malaquias 2:14, ARA)
"Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis." (Malaquias 2:16, ARA)

Jesus cita Gênesis 2:24 diante dos fariseus. E Paulo cita o mesmo versículo outra vez, agora para falar de algo maior que o casal:

"Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja." (Efésios 5:31 e 32, ARA)

Gênesis fala de "uma só carne". Malaquias fala de aliança com Deus por testemunha. O verbo grego da frase de Jesus acrescenta a imagem do jugo, e Paulo lê na união do casal um retrato de Cristo e da igreja. O ditado popular guardou só a metade da frase. O texto inteiro começa em "já não são mais dois".

Ler a frase famosa no grego muda o que se enxerga nela. Fizemos o mesmo exercício com João 3:16 no grego e com João 14:6 no grego.

Estudos relacionados no Fio da Rabiola


Fontes consultadas

As citações bíblicas são da Almeida Revista e Atualizada (ARA), conferidas em duas edições do acervo do Fio da Rabiola (1993 e 2010), salvo quando outra tradução é indicada. As citações de fontes em inglês foram traduzidas pela equipe.

  1. Strong's Greek Lexicon, G4801, syzeugnymi, com o léxico de Thayer. Blue Letter Bible. Acesso ao léxico
  2. Strong's Greek Lexicon, G5563, chōrizō, com o léxico de Thayer. Blue Letter Bible. Acesso ao léxico
  3. Mishná, tratado Gittin 9:10, "Grounds for Divorce", tradução de Joshua Kulp (Mishnah Yomit, via Sefaria), em The Posen Library of Jewish Culture and Civilization, vol. 2. Acesso ao texto
  4. "Houses of Hillel and Shammai", síntese sobre as duas escolas. Wikipedia (em inglês). Acesso ao verbete
  5. "Matthew 5:32", síntese das interpretações católica, protestante e ortodoxa da cláusula de exceção. Wikipedia (em inglês). Acesso ao verbete
  6. Strong's Greek Lexicon, G4202, porneia, com o léxico de Thayer. Blue Letter Bible. Acesso ao léxico
  7. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1614, "Marriage in God's Plan" (edição em inglês). Santa Sé. Acesso ao texto
  8. "Westminster Confession of Faith", história e adoção do documento. Wikipedia (em inglês). Acesso ao verbete
  9. Confissão de Fé de Westminster, capítulo 24, "Of Marriage and Divorce", seções 5 e 6. Creeds.net. Acesso ao texto

Perguntas Frequentes sobre o Tema

Respostas diretas, ancoradas nas traduções íntegras do nosso acervo e nos textos originais.

O que significa o que Deus uniu o homem não separa?

A frase o que Deus uniu o homem não separa é a forma popular de Mateus 19:6, que na ARA diz: o que Deus ajuntou não o separe o homem. Jesus a disse ao responder a uma pergunta de fariseus sobre divórcio, citando o Gênesis. No grego, o verbo traduzido por ajuntou é syzeugnymi, que no sentido literal quer dizer prender ao mesmo jugo.

Onde está na Bíblia o que Deus uniu o homem não separa?

A frase está em Mateus 19:6 e se repete em Marcos 10:9. Na Almeida Revista e Atualizada, Mateus traz o que Deus ajuntou não o separe o homem. A palavra uniu aparece na Almeida Século 21, na NVI e na Ave Maria, e ninguém aparece na NVI e na Nova Almeida Atualizada.

O versículo diz o homem não separa ou não o separe o homem?

O versículo diz não o separe o homem, na ARA e na Almeida Corrigida Fiel. Nas sete traduções conferidas no acervo, o verbo é separe, uma ordem. O ditado popular trocou por separa, que é uma constatação. A Almeida Século 21 traz o que Deus uniu o homem não separe, a forma mais próxima da frase popular.

O que Jesus disse sobre o divórcio em Mateus 19?

Em Mateus 19, Jesus respondeu aos fariseus citando Gênesis 1:27 e 2:24 e concluiu: o que Deus ajuntou não o separe o homem. Sobre a carta de divórcio, disse que Moisés a permitiu por causa da dureza do coração, mas que não foi assim desde o princípio. No versículo 9, ele acrescenta uma exceção, traduzida na ARA por relações sexuais ilícitas.

O que é a cláusula de exceção de Mateus 19:9?

A cláusula de exceção de Mateus 19:9 é a ressalva não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, que traduz o grego porneia. O léxico define a palavra como relação sexual ilícita em geral. As traduções variam: fornicação na ACF e na King James Fiel, prostituição na ARC, infidelidade na Almeida Século 21, imoralidade sexual na NVI, união ilícita na CNBB e matrimônio falso na Ave Maria.

Como católicos, protestantes e ortodoxos interpretam Mateus 19:9?

Católicos, protestantes e ortodoxos interpretam Mateus 19:9 de formas diferentes. O Catecismo da Igreja Católica afirma que a união matrimonial é indissolúvel, e a Bíblia Ave Maria lê a exceção como matrimônio falso ou nulo. As igrejas protestantes tradicionalmente leem porneia como adultério, e a Confissão de Fé de Westminster admite o divórcio e um novo casamento da parte inocente nesse caso. A Igreja Ortodoxa também entende que o versículo permite o divórcio por adultério.

Quem eram Hillel e Shamai e o que eles diziam sobre o divórcio?

Hillel e Shamai foram sábios judeus do último século antes de Cristo e do começo do século 1. Segundo a Mishná, no tratado Gittin 9:10, a escola de Shamai só aceitava o divórcio por conduta indecorosa da mulher, e a escola de Hillel o aceitava até por uma comida queimada. As duas se apoiavam em Deuteronômio 24:1.

Sobre a Equipe

Equipe Fio da Rabiola

Grupo de pesquisadores dedicados à preservação textual, análise comparativa de manuscritos antigos e inteligência de dados aplicada às Escrituras.